A Expointer 2026 encerrou sua 49ª edição com um resultado que ajuda a dimensionar a força econômica do agronegócio no Rio Grande do Sul. Ao longo de nove dias no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a feira movimentou R$ 6,18 bilhões em negócios, cerca de 40% acima dos R$ 4,42 bilhões registrados em 2025, além de receber 938.470 visitantes. O resultado representa uma recuperação importante em relação ao ano passado, embora ainda permaneça abaixo do recorde de R$ 8,1 bilhões alcançado em 2024. Em um setor diretamente exposto ao clima, ao crédito, aos custos de produção e às oscilações do mercado, os números sinalizam que investimento e produtividade continuam ocupando espaço relevante nas decisões do produtor.
O principal sinal está na composição das vendas. Máquinas e implementos agrícolas responderam por R$ 5,46 bilhões, aproximadamente 88% de toda a comercialização da feira e acima dos R$ 3,77 bilhões registrados no ano anterior. O setor automobilístico movimentou outros R$ 668,7 milhões. Mais do que números elevados, o resultado reforça a importância da modernização dentro da estratégia do produtor. Investimentos em equipamentos envolvem capital, crédito e expectativa de retorno, o que torna a decisão de compra diretamente ligada à busca por maior produtividade e eficiência.
A força econômica da Expointer também aparece em outras escalas. O Pavilhão da Agricultura Familiar movimentou R$ 14,4 milhões, recorde para o segmento, reunindo 509 expositores, enquanto os negócios envolvendo animais chegaram a quase R$ 22 milhões. Os resultados mostram como o agronegócio conecta produtores, indústria, comércio, serviços, crédito e logística. Quando a atividade rural investe e movimenta recursos, seus efeitos alcançam uma cadeia muito maior do que aquela presente dentro do parque.
Para o empresário, talvez essa seja a principal leitura deixada pela Expointer 2026. Crescimento de faturamento e volume de negócios são sinais importantes, mas competitividade continua dependendo da qualidade das decisões tomadas depois da feira. Investir, ampliar produção e assumir crédito exige planejamento, controle de custos e capacidade de transformar expansão em produtividade. Os R$ 6,18 bilhões movimentados mostram a força do agro gaúcho, mas também reforçam uma lógica válida para qualquer negócio: crescer é importante, mas transformar investimento em eficiência e resultado sustentável é o que sustenta esse crescimento.
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